Igreja Bíblica Cristã

Doutrina da Igreja Bíblica Cristã

RESUMO DO QUE ENSINAMOS E CREMOS
“Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo sentido e em um mesmo parecer.”
(1 Coríntios 1:10)

Devido aos crescentes ataques pela internet contra a sã doutrina, necessitamos confirmar nossas convicções no que concerne aos ensinamentos bíblicos que consideramos essenciais à fé e prática cristã.

O que ensinamos e cremos sobre:

1. Deus e sua Palavra
a. Cremos que há um só Deus, criador, possuidor e sustentador do Universo, imutável em essência e atributos, a quem todos devemos prestar exclusiva adoração;
b. Cremos que Deus é Espírito, não podendo ser visto fisicamente, mas podendo ser sentido espiritualmente;
c. Cremos que Deus é o eterno – aquele que É, estando acima do tempo e de toda existência;
d. Cremos que o nome de Deus é santíssimo; que o seu significado é “EU SOU O QUE SOU”; que apesar de algumas versões da Bíblia o chamarem de Yahweh, Javé, Jeová, O Eterno, ou SENHOR, o fato é que sua pronúncia original em hebraico nos é desconhecida, mas que Ele é onisciente e nos ouve quando o chamamos simplesmente de Pai;
e. Cremos que Deus é o autor de toda vida, perfeitamente santo, inteiramente verdadeiro, todo poderoso, sempre soberano, sabedor de tudo e perfeito em amor;
f. Cremos que o perfeito amor de Deus se manifesta por sua justiça, fidelidade, benignidade, bondade, misericórdia, longanimidade e graça;
g. Cremos que Deus, mesmo sendo um, subsiste eternamente em três pessoas - Pai, Filho e Espírito Santo - iguais em essência, perfeição e atributos, mas com ofícios distintos e harmônicos;
h. Cremos que a tri-unidade divina – Pai, Filho e Espírito Santo – não pode ser plenamente compreendida por nós, humanos, mas apenas atestada como fato revelado nas Escrituras Sagradas;
i. Cremos que Deus se revelou plenamente aos homens por meio da encarnação do seu filho unigênito, Jesus Cristo;
j. Cremos que Deus também se revela à humanidade pela atuação do seu Espírito Santo, o qual operou na encarnação de Cristo, inspirou homens a escrever Sua Palavra e continua atuando através da Sua igreja;
k. Cremos que a Escritura Sagrada, à qual chamamos de Bíblia, foi totalmente inspirada pelo Espírito Santo, sendo, portanto, correto chamá-la de Palavra de Deus.

2. Jesus Cristo
a. Cremos que Jesus Cristo é a segunda pessoa da tri-unidade divina, distinto em seu ofício, mas compartilhando da eternidade, essência e atributos de Deus;
b. Cremos que Jesus Cristo tomou parte na criação do Universo, sendo ele a Palavra, o Verbo divino criador, que se fez homem e se tornou o doador da vida eterna para todos que nele creem;
c. Cremos que Jesus Cristo é o messias profetizado pelos judeus nos escritos do Antigo Testamento, mas que não somos salvos pela pronúncia correta de seu nome judaico e sim pela fé na sua pessoa divina;
d. Cremos que Jesus Cristo foi concebido em carne por obra do Espírito Santo, nascendo como homem, porém vivendo sem cometer jamais qualquer pecado;
e. Cremos que em sua encarnação humana o Filho unigênito de Deus recebeu todas as características essenciais da humanidade, deixando as prerrogativas da divindade, mas não a sua essência divina;
f. Cremos que o Senhor Jesus Cristo representa a divindade e a humanidade em união indivisível, sendo, desta forma, o único, perfeito e suficiente mediador entre Deus e os homens;
g. Cremos que Jesus Cristo morreu na cruz pela expiação dos pecados de muitos, a saber, de todo aquele que tem verdadeira fé em Deus e não rejeita seu Filho unigênito;
h. Cremos que a morte de Jesus na cruz foi voluntária, vicária, substitutiva, propiciatória e redentora;
i. Cremos que Jesus Cristo literalmente ressuscitou e subiu aos céus, de onde retornará visivelmente no fim dos tempos;
j. Cremos que Jesus Cristo vive, intercede por nós junto ao Pai e deseja relacionar-se intimamente com todos que o amam;
k. Cremos que Jesus Cristo é o único Senhor e Salvador da humanidade.

3. Espírito Santo
a. Cremos que o Espírito Santo é a terceira pessoa da tri-unidade divina, distinto em seu ofício, mas compartilhando da eternidade, essência e atributos de Deus;
b. Cremos que o Espírito Santo é a manifestação espiritual de Deus e de seu poder ao mundo; que por ele os verdadeiros profetas falaram, as Escrituras foram inspiradas, Maria concebeu o nosso Senhor, e o próprio Jesus ressuscitou;
c. Cremos que o Espírito Santo não exalta a si mesmo, mas a Jesus Cristo, por ser este o único Senhor e Salvador da humanidade;
d. Cremos que o Espírito Santo é o agente único da conversão no coração do homem, pois sem a sua intervenção a Palavra de Deus lhe parece loucura;
e. Cremos que o Espírito Santo habita em cada crente convertido a Cristo para lhe capacitar, auxiliar, consolar, ensinar, manifestar o poder do nome de Jesus e guiá-lo em toda obra de Deus;
f. Cremos que o chamado batismo no Espírito Santo nada tem a ver com a salvação, mas é um revestimento do poder divino, o qual deve ser buscado em oração por todo salvo em Cristo para o melhor desempenho da sua obra;
g. Cremos nos dons do Espírito Santo e que estes continuam sendo dados pelo Senhor aos fiéis que o buscam;
h. Cremos que o fato de alguém exercer um dom do Espírito não significa que essa pessoa seja superior às demais;
i. Cremos no fruto do Espírito Santo, e não nos dons, como evidência de um cristão regenerado e salvo por Cristo;
j. Cremos que o Espírito Santo não obriga ninguém a se converter a Cristo, podendo ser resistido por quem persistir na dureza de seu coração, não se arrependendo de seus pecados;
k. Cremos que o Espírito Santo pode se afastar para sempre da vida de quem a ele resistir com veemência, escolhendo servir ao diabo, sendo este o pecado sem perdão para aqueles que um dia haviam sido cheios do Espírito Santo.

4. Bíblia Sagrada
a. Cremos que a Bíblia Sagrada compreende a totalidade das Escrituras que foram inspiradas pelo Espírito Santo, a saber: todos os 39 livros hebraicos que os judeus consideravam sagrados no tempo do nascimento de Jesus, aos quais chamamos de Antigo Testamento, acrescidos de todos os 27 livros escritos em grego que os cristãos do primeiro século reconheceram como sagrados, aos quais chamamos de Novo Testamento;
b. Cremos que somente a Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus revelada por escrito à humanidade;
c. Cremos que a Bíblia Sagrada não é letra morta, mas é viva e eficaz para santificar quem nela crê, ensinando, repreendendo, corrigindo, educando e aperfeiçoando o crente para toda a boa obra;
d. Cremos que a Bíblia Sagrada é nossa única regra de conduta e fé;
e. Cremos que a Bíblia com a própria Bíblia se interpreta, pois que nenhuma Escritura é de particular interpretação;
f. Cremos que a Palavra de Deus não se contradiz em qualquer de seus ensinamentos;
g. Cremos que Jesus Cristo é o tema central de toda a Bíblia;
h. Cremos que os escritos do Antigo Testamento devem ser interpretados à luz do Novo Testamento, visto que vivemos no tempo de uma nova aliança em Cristo;
i. Cremos que nenhuma doutrina pode ser inventada ou ensinada com base num texto bíblico isolado; j. Cremos na inerrância e na eficácia dos ensinamentos bíblicos;
k. Cremos na total suficiência da Bíblia Sagrada para nos revelar tudo quanto precisamos saber sobre Deus e sua vontade para nossa salvação e vida em plenitude.

5. Humanidade e pecado
a. Cremos na literalidade do relato bíblico a respeito de toda a criação, inclusive no fato de que Deus criou o primeiro casal, Adão e Eva, do qual descende toda a humanidade;
b. Cremos que o homem e a mulher foram originalmente criados com o propósito de glorificar a Deus em todo o seu proceder, numa vida de plena comunhão com ele;
c. Cremos que a plena comunhão do ser humano com Deus foi perdida logo após Adão e Eva o desobedecerem, comendo da árvore do conhecimento do bem e do mal;
d. Cremos que o conhecimento do bem e do mal significa a perda da inocência no ser humano, o qual agora precisará responder por seus atos perante Deus em juízo;
e. Cremos que todo ser humano, intencionalmente ou não, comete pecado, com exceção de Jesus Cristo, o qual foi concebido sem pecado, por obra do Espírito Santo, a fim de se tornar o Salvador da humanidade;
f. Cremos que a consequência do pecado é a morte espiritual e a condenação eterna;
g. Cremos que somente Deus pode redimir o ser humano de sua terrível condição, e já o fez, enviando seu Filho unigênito ao mundo para que todo aquele que nele tenha fé não pereça, mas seja reconciliado com Deus para ter vida eterna.

6. Evangelho, Fé e Salvação
a. Cremos que o evangelho é o anúncio da salvação pela graça de Deus por meio da fé em Jesus Cristo;
b. Cremos que a pregação do evangelho é necessária e urgente, pois cada ser humano precisa ser liberto da escravidão do pecado e salvo de sua consequente morte espiritual e justa condenação eterna;
c. Cremos que a correta pregação do evangelho é centrada na pessoa de Cristo, pois somente por meio dele somos libertos do pecado e salvos da ira de Deus;
d. Cremos que Jesus Cristo veio ao mundo, não porque alguém mereça ser salvo, mas por pura graça e misericórdia de Deus, o qual não quer que nenhum pereça, mas que todos se arrependam para que tenham vida;
e. Cremos que a salvação é um dom de Deus, recebida gratuitamente pela fé em Jesus Cristo;
f. Cremos que a verdadeira fé não se resume apenas à crença de que Jesus Cristo existiu, mas significa também confiar nele como suficiente Salvador e dispor-se a obedecê-lo como único Senhor;
g. Cremos que o mérito da salvação não está no pregador e nem no ouvinte, mas no Espírito Santo, que atua durante a pregação para convencer o pecador da necessidade de se arrepender, cabendo a este apenas atender ao chamado de Deus;
h. Cremos que a salvação não é um processo, mas um ato que já foi consumado na cruz do calvário, onde Jesus Cristo tomou sobre si mesmo a condenação do pecado, tornando-se o justificador de todos os que nele têm fé;
i. Cremos que a salvação acontece no momento imediato em que o pecador, reconhecendo-se perdido e sinceramente arrependido de seus pecados, recebe com fé a Cristo em seu coração e o confessa como único Senhor e Salvador de sua vida;
j. Cremos que a salvação não se dá pela prática das boas obras e que boas obras não bastam para evidenciar a salvação de alguém, mas que todo salvo certamente praticará boas obras e se desviará do mal;
k. Cremos que logo após a salvação o novo convertido precisa ser acolhido por uma igreja, onde será batizado nas águas e no Espírito Santo, instruído na doutrina de Cristo e poderá crescer espiritualmente, sendo participante da comunhão dos santos e envolvido na obra de Deus.

7. Regeneração e Bom testemunho
a. Cremos que toda pessoa realmente convertida a Cristo passará por um processo de regeneração, o qual também é chamado de novo nascimento e ser nova criatura, através do qual o crente vai sendo transformado pelo Espírito Santo num verdadeiro filho de Deus;
b. Cremos que a regeneração é um processo que pode ser acelerado por meio do discipulado, da constante meditação na Bíblia, da oração segundo a Palavra de Deus e da constante comunhão com os santos;
c. Cremos que não somos salvos pela regeneração, mas que todo salvo será regenerado pelo Espírito Santo;
d. Cremos que por meio da obra regeneradora do Espírito Santo é que o novo convertido conseguirá dar bom testemunho, observando com alegria os mandamentos do Senhor;
e. Cremos que os mandamentos do Senhor devem ser observados à luz da nova aliança, na qual nosso parâmetro é o amor de Cristo, ou seja: por amor, nada farei que leve meu próximo a pecar; por amor, darei bom testemunho para não escandalizar o evangelho; por amor, me santificarei para ser instrumento nas mãos de Deus; por amor, farei ao próximo o que eu gostaria que ele fizesse por mim.

8. Igreja
a. Cremos que toda igreja deve se organizar e atuar segundo o modelo bíblico, o qual é principalmente revelado no livro de Atos e nas epístolas;
b. Cremos que a missão da igreja é expandir o reino de Deus, pregando o evangelho da salvação por todo o mundo e formando verdadeiros discípulos de Cristo em todas as nações;
c. Cremos que, segundo o modelo bíblico, a igreja não é o templo construído por mãos humanas, mas sim os irmãos em Cristo que se reúnem regularmente para servi-lo, não importando o local onde as reuniões aconteçam;
d. Cremos que a organização de diversas igrejas locais, sejam estas reunidas nos lares ou em templos, é o modo mais bíblico e eficaz para a expansão e crescimento do reino de Deus em toda terra;
e. Cremos que uma igreja só deve ser reconhecida como igreja quando organizada segundo o modelo bíblico, ou seja, quando pastoreada por algum irmão reconhecidamente capacitado pelo Espírito Santo e chamado pelo Senhor para atender a essa função;
f. Cremos que Jesus Cristo é o sumo-pastor da igreja, ao qual o pastor local deverá servir, submetendo-se, assim como os demais irmãos, a toda doutrina de Cristo, sem nada lhe acrescentar ou omitir;
g. Cremos que a igreja local deve contar com a ajuda financeira de seus próprios membros para a manutenção da obra de Deus;
h. Cremos que a igreja não deve tomar partido político e jamais dar oportunidade para políticos discursarem em suas reuniões;
i. Cremos que só deve ser considerado membro da igreja local quem participa semanalmente de suas reuniões, contribui fielmente com as primícias da sua renda, obedece às instruções pastorais e se relaciona bem com os demais irmãos;
j. Cremos que cada igreja local deve ter um pelo menos um pastor, o qual deve ser o irmão responsável por organizá-la e conduzi-la dentro dos padrões bíblicos para a igreja, devendo, portanto, ser acatado pelos demais irmãos.

9. Pastorado
a. Cremos que ser pastor não é receber um título, mas atender ao chamado divino para uma função necessária, trabalhosa e de grande responsabilidade na igreja local;
b. Cremos que o pastor deve ser algum irmão em Cristo que atenda aos requisitos bíblicos de Tito 1:5-9 e de 1 Timóteo 3:1-7, o qual reconhecidamente ame Jesus Cristo a ponto de renunciar a si mesmo para dedicar-se ao pastoreio das ovelhas do Senhor;
c. Cremos que a consagração pastoral de um irmão deve ocorrer somente pela imposição de mãos de um ou mais pastores e com o reconhecimento da igreja que o mesmo irá pastorear;
d. Cremos que pastorear uma igreja significa dedicar-se a conduzir as ovelhas do Senhor conforme os padrões bíblicos, mantendo-as unidas em Cristo, decentemente, com ordem e motivando cada irmão a exercer os dons que recebeu do Senhor para a glória de Deus, edificação da igreja e expansão do seu reino na terra;
e. Cremos que todo pastor deve ser apto para pregar o evangelho e ensinar a Palavra, mas que nem todo irmão que prega ou ensina tenha recebido a chamada do Senhor para pastorear;
f. Cremos que o pastorado, segundo o modelo bíblico, é primordial para a organização e o crescimento sadio de cada igreja local;
g. Cremos que na medida em que a igreja cresça e as demandas pastorais aumentem, o pastor deverá abandonar o trabalho secular para dedicar-se integralmente à igreja, recebendo desta uma justa remuneração pelo trabalho prestado;
h. Cremos que o pastor deve ser obedecido a fim de que haja decência, ordem e crescimento sadio na igreja local;
i. Cremos que as principais atribuições do pastor são: dedicar-se à oração e ao ministério da Palavra (a saber: estudo, ensino e pregação), eleger irmãos e consagrá-los para o desempenho de funções necessárias na igreja, organizar os ministérios de modo que funcionem harmonicamente; manter os irmãos unidos em amor e envolvidos na obra de Deus; realizar batismos, ceias, casamentos e funerais;
j. Cremos que somente homens podem ser consagrados a pastor, mas que a esposa deste, se participar ativamente da obra ao seu lado, pode também ser chamada de pastora – não sendo isto uma regra, mas uma concessão.

10. Batismo
a. Cremos que o batismo é um mandamento do Senhor pelo qual deve passar uma única vez todo aquele que nele crê;
b. Cremos que o batismo deve ser antecedido de uma genuína fé em Jesus Cristo como único Senhor e suficiente Salvador para sempre;
c. Cremos que deve ser batizado apenas quem confessa ter se arrependido de todos os seus pecados e declara publicamente receber a Jesus Cristo como único Senhor e Salvador de sua vida;
d. Cremos que o batismo deve ser por imersão em água, preferencialmente em água corrente, podendo ser também realizado numa piscina, tanque, ou qualquer local onde o batizando possa ser completamente imerso na água;
e. Cremos que o batismo por aspersão só deve ser admitido excepcionalmente, no caso da real impossibilidade do batizando poder imergir completamente na água;
f. Cremos que o batismo simboliza a morte da velha criatura pecadora e o nascimento para uma novidade de vida em amor e santidade por meio da fé em Cristo;
g. Cremos que o batismo deve ser executado em nome do Senhor, o que significa que devemos realizá-lo do modo como ele nos ensinou: em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo;
h. Cremos que o batismo não salva, mas é uma ordenança para o salvo, a fim de que este declare publicamente sua fé em Jesus Cristo como seu único Senhor e Salvador para sempre.

11. Ceia do Senhor
a. Cremos que a celebração da ceia é um mandamento do Senhor para todo aquele que nele crê, sendo por isso chamada de ceia do Senhor;
b. Cremos que a ceia do Senhor não é um ritual, mas um ato em memória do amor de Cristo por nós, o qual entregou seu corpo e derramou seu sangue para nos redimir de nossos pecados, inaugurando assim uma nova aliança entre Deus e todos que nele creem;
c. Cremos que a primeira ceia do Senhor foi realizada durante a páscoa, mas não é propriamente a celebração da páscoa judaica;
d. Cremos que ceia do Senhor deve ser uma refeição comunitária entre os irmãos, mas que deve também conter os elementos memoriais estabelecidos por Cristo, pois do contrário deixaria de ser a ceia do Senhor;
e. Cremos que os elementos memoriais estabelecidos por Cristo para a ceia do Senhor devem ser o pão, que representa o seu corpo, e o cálice, no qual está o fruto da vide como representação do seu sangue;
f. Cremos que o pão, preferencialmente, deve ser sem fermento; no entanto, uma vez que a ceia do Senhor não é a páscoa judaica, o pão pode ser também de qualquer tipo;
g. Cremos que o conteúdo do cálice, preferencialmente, deve ser o suco de uva integral, uma vez que isso é o que mais se aproxima do fruto da vide mencionado pelo Senhor;
h. Cremos que a quantidade ingerida dos elementos representativos da ceia do Senhor não tem importância para o simbolismo do que ela representa;
i. Cremos que a ceia do Senhor deve ser celebrada periodicamente entre os irmãos que participam da mesma congregação; esta periodicidade pode ser mensal, semanal, ou em qualquer ocasião em que os irmãos queiram celebrá-la;
j. Cremos que a ceia do Senhor representa a comunhão da igreja e sua unidade em Cristo, devendo ser uma celebração realizada em amor e alegria;
k. Cremos que a ceia do Senhor não salva, mas é uma ordenança para o salvo, a fim de que este mantenha sua comunhão com o corpo de Cristo, que é sua igreja.

12. Casamento
a. Cremos que Deus estabeleceu e uniu o primeiro casal como modelo perpétuo para o casamento, o qual dever ser a união vitalícia entre um homem e uma mulher, passando ambos a viverem como uma só carne;
b. Cremos que a relação sexual só é permitida e abençoada por Deus no âmbito de um casamento legítimo, isto é, apenas entre um homem e sua mulher, os quais devem se amar e ser fiéis um ao outro até que a morte os separe;
c. Cremos que uma pessoa cristã deve casar-se com alguém da mesma fé, pois não há comunhão entre a luz e as trevas;
d. Cremos que o casamento deve ser oficializado em cartório, mesmo que o casal tenha se convertido a Cristo após viverem amasiados por anos;
e. Cremos que quando somente um dos cônjuges é convertido a Cristo, este irmão ou irmã não estará em pecado caso a outra parte se recuse a casar em cartório;
f. Cremos que Deus odeia o divórcio e que o mesmo deve ser evitado ao máximo por ambas as partes;
g. Cremos que o divórcio somente é permitido pela Palavra de Deus em duas situações: traição sexual e abandono;
h. Cremos que o irmão ou irmã que traiu ou abandonou seu cônjuge viverá em pecado se contrair novo matrimônio; tal pessoa deverá buscar a reconciliação ou, no caso da impossibilidade desta, demostrar seu arrependimento nunca mais se casando enquanto viver o antigo cônjuge;
i. Cremos que a pessoa enviuvada, traída ou abandonada deve preferir não contrair novo matrimônio, porém não está proibida de casar-se novamente, mas desde que seja com alguém da mesma fé cristã.

13. Morte e Destinação da alma
a. Cremos que todo ser humano, enquanto vivo fisicamente, é constituído de um corpo material, que chamamos de carne, e de um corpo espiritual, chamado de alma ou espírito;
b. Cremos que imediatamente após a morte do corpo material a alma se desliga da carne e comparece perante Deus em juízo;
c. Cremos que o juízo imediato que se dá após a morte física diz respeito ao estado intermediário em que a alma se encontrará enquanto aguarda pelo dia da ressurreição: ou ela repousará no paraíso, desfrutando da vida; ou aguardará no inferno, padecendo da morte;
d. Cremos que haverá o dia da ressurreição de toda carne, a qual ocorrerá por intervenção divina, de modo sobrenatural, a fim de que todos sejam julgados pelos atos que cometeram no corpo;
e. Cremos que aqueles que experimentam o novo nascimento em Cristo têm suas almas vivificadas por ele e preservadas da morte, pois que já passaram da morte para a vida;
f. Cremos que quando a Bíblia declara que alguém adormeceu, referindo-se à morte do corpo material, trata-se de um eufemismo usado exclusivamente para os salvos, uma vez que não seria correto dizer que estes morreram, pois que estão vivendo em unidade com Cristo no paraíso;
g. Cremos que não nos é permitido especular se algum morto teve sua alma destinada ao inferno, embora possamos ter certeza da salvação da alma de todos que adormeceram em Cristo;
h. Cremos que aqueles que não nasceram de novo prosseguirão espiritualmente mortos após a falência da carne, com suas almas retidas no inferno até o dia do retorno de Cristo, após o qual se dará a ressurreição para o juízo final;
i. Cremos que aquilo que ocorre com as almas enquanto estão no inferno, ou no paraíso, não nos cabe especular.

14. Retorno de Cristo, Ressurreição e Arrebatamento
a. Cremos que o Senhor Jesus Cristo retornará segunda vez, conforme sua promessa, e nos levará para vivermos eternamente com ele;
b. Cremos que o retorno de Cristo será literal, visível, mundial e num único dia, no qual se dará também o fim desta era;
c. Cremos que não é possível e nem permitido pelo Senhor que se saiba o dia e a hora do seu retorno, sendo terminantemente proibido que se especule a esse respeito;
d. Cremos que no dia do retorno de Cristo haverá também a ressurreição da carne: primeiramente dos justos, que, assim como os santos que estiverem vivos, terão seus corpos transformados e subirão ao encontro do Senhor nos ares para herdar a vida eterna; depois haverá a ressurreição dos pecadores impenitentes, que, por sua própria escolha, sofrerão o castigo eterno após o juízo final;
e. Cremos que, apesar de não sabermos a data do retorno de Cristo, cada crente tem o dever de estar apercebido do tempo da sua vinda por meio dos sinais que ele mesmo revelou que ocorreriam;
f. Cremos que os sinais que antecedem a segunda vinda de Cristo nos foram revelados por amor, a fim de nos lembrar de que o Senhor logo voltará e de que vale a pena perseverarmos na fé, a despeito de toda perseguição que a igreja sofrerá;
g. Cremos que, por ocasião da vinda do Senhor, a igreja será perseguida em toda terra por um governo mundial único, o qual se oporá frontalmente aos princípios bíblicos e fará guerra aos santos;
h. Cremos que cada crente tem o dever de se manter vigilante, preparando-se espiritualmente para não negar o Senhor, e isto por meio da meditação na Palavra, da perseverante oração, da obediência aos seus mandamentos e da constante comunhão com os santos;
i. Cremos que há diferença entre a grande tribulação e a ira de Deus: a grande tribulação se refere à perseguição final inflamada por Satanás contra a igreja, mas a ira de Deus se trata do justo juízo do Senhor contra Satanás e todos que perseguiram os santos;
j. Cremos que no dia do retorno de Cristo a igreja do Senhor será arrebatada ao seu encontro nos ares, ficando livre da perseguição de Satanás e da justa ira de Deus que recairá sobre os ímpios;
k. Cremos que somente após o arrebatamento da igreja ocorrerá o derramar da ira de Deus.

15. Juízo Final e Estado eterno
Em edição

Em breve os demais pontos doutrinários estarão disponíveis nesta página.